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| 03/03/05 |
Texto para gente grande.
Foi um suspiro profundo em um curto espaço de tempo. Os olhos tintilavam e o nó no peito. Sim, entre tanto significado o que mais importara era a sua significância. Assim, doeu muito questionar se desta vez seria para sempre.
E, naquele momento, desejei que lhe transportassem para o mundo onde se come frango crú e se obedece a ordens vindas de uma voz estridente. Porque um vazio me consumiu e me senti mais perdida do que nos tempos em que (eu) julgava não haver mais saída. Dos buracos de minha alma - que nos últimos dias estiveram cobertos por um suave ungüento - brotavam novas feridas e puridos sangrentos. As feridas? Essas só cicatrizam com o tempo.
A idéia de mandar tudo para longe, não era maldade, como também não se tratava de vingança. Mas no momento me pareceu a solução mais fácil, ou frágil. O que não seria o melhor sossego. Pois, ter medo, sempre é justificável; o pior é não ter zêlo.
Escrito por Vanessa Martins às 14h53
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| 26/01/05 |
Susto
Como um viciado e dependente parasita, rabiscava o papel incesantemente alimentando uma cadeia sem fim. E assim, tudo ficou verde que logo foi coberto por um feiche de luz amarelo; que em tempo se disolveu em azul e do azul mutou o vermelho que se intensificou e abriu um clarão seguindo de um estrondo e em instantes, PUF, uma imensa escuridÃo. E o mundo das idéias então adormecera.
Escrito por Vanessa Martins às 09h34
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| 17/01/05 |
Espaço para o tempo
Algum tempo se passou. E ainda assim ver aquele holograma a faz pensar. Seu coração começa a pulsar um pouco mais forte e a vontade de olhar e falar é quase que instântanea. Para ela as coisas são estranhas, muito estranhas. A vida é a vida e as pessoas são normais. Ela é quem acha estranho.
Durante esse tempo todo esteve absorvendo o complexo e o esquisito. Agora está mais tranquila até retomou metade dos seus projetos engavetados, pretende também desengavetar o restante e inventar mais um milhão deles.
Concluiu e entendeu que pessoas são completas e complexas e não um conjunto de letras e comunidades.
Escrito por Vanessa Martins às 13h57
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| 08/01/05 |
Era ela. Não era ele.
Era ela vestida de párdo, o sol que ardia lá fora, as pessoas que andavam ao redor e o tempo, esse que não parava.Seu coração pulsava, em seu rosto o sorriso era fixo e seus olhos cheios de vontade.
Tinha chegado depois de tanto esperar o tão falado momento em que iria provar para si, para os outros, para ninguém, que era ele. Sim era ele o autor e responsável por toda a sua tormenta de pensamentos desconexos durante os últimos 5 meses do ano. Então trocaram sorrisos, algumas palavras, olhares e pronto. A noite tinha acabado. Foi cada um para o seu lado e até hoje a sensação de sonho ronda a sua mente.
Ás vezes, ela fecha os olhos e volta para o momento em que podia talvez ter mudado tudo e continuado a história, mas logo abre e percebe que quem deu o desfecho não foi bem o tempo. Fica tentando imaginar os pensamentos individuais do dia dos sonhos. Ela o conhecia bem mais do que ele imaginava. Hoje já não tem mais tanta força, porque o encanto que o tornava belo e sempre foi sincero, esse se perdeu consumido pela presença da realidade.E entendeu que não encontrou a pessoa que procurava.
Uma certeza ela ainda leva, que achado por achado não é roubado. Mas que às vezes não se acha porque não se querem achar. E que não importa o fim da história, Importa a força que foi feita para ela findar.
Ela é uma especialista em virar páginas.
Escrito por Vanessa Sebastian às 21h35
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Inaugurando 2005.
Para inaugurar o ano, primeiro vou retomar o meu blog que tinha sido abandonado e mais parecia um flog com essas mil fotos.
Começo este ano decidindo que vou voltar a escrever e publicar aqui os meus textos. Se a intenção é ser escritora? Não! Só quero compartilhar com quem queria ver as minhas impressões sobre o mundo e as pessoas.
Saudades, Van.
Escrito por Vanessa Sebastian às 21h07
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