E esse cheiro de MAÇÃ VERDE que não sai do nariz
Silêncio na lama e paredes vazias, Cabeça girando e coração cheio,
Bloco de notas aberto mais uma vez para sevir de consolo e apasiguar os dedos que não param de trepídar no teclado, tentando transcrever de alguma forma os sentimentos e confusões que se embaralham e atormentam a paz.
Tudo é tão expressivo e tão direto que ao mesmo tempo fica obscuro. Medo, sim medo! Coragem também, mas até quando? Solidão sempre. Paz bem lá no fundo.
É como querer parar tudo quando todos estão esperando que você seja a forte. Como disistir e continuar. Porque dar uma chance pra você mesmo é sempre tão difícil? Porque temos que combrar a perfeição se somos imperfeitos? E porque sempre ganhar se quando se perde é que se aprende?
Quero conceder um minuto de - EU NÃO QUERO SABER - um minuto de - O MUNDO QUE CONTINUE GIRANDO SOZINHO, PORQUE EU PAREI- Parei e só vou voltar quando tiver certeza de muita coisa, mas agora não é o momento de decidir isso.
Não quis comparar mas foi impossível. E todos fazem isso... e querendo ou não acabamos nesse mesmo ciclo - O FUTURO NO PASSADO E PRESENTE NO FUTURO - e assim vai.
Eu quero chorar, mas as minhas lágrias secaram.
E como tentar explicar essa sensação de que não vou viver muito tempo, sem parecer louca?
NÃO SEI.
Escrito por Vanessa Sebastian às 20h14
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