Foi um suspiro profundo em um curto espaço de tempo. Os olhos tintilavam e o nó no peito. Sim, entre tanto significado o que mais importara era a sua significância. Assim, doeu muito questionar se desta vez seria para sempre.
E, naquele momento, desejei que lhe transportassem para o mundo onde se come frango crú e se obedece a ordens vindas de uma voz estridente. Porque um vazio me consumiu e me senti mais perdida do que nos tempos em que (eu) julgava não haver mais saída. Dos buracos de minha alma - que nos últimos dias estiveram cobertos por um suave ungüento - brotavam novas feridas e puridos sangrentos. As feridas? Essas só cicatrizam com o tempo.
A idéia de mandar tudo para longe, não era maldade, como também não se tratava de vingança. Mas no momento me pareceu a solução mais fácil, ou frágil. O que não seria o melhor sossego. Pois, ter medo, sempre é justificável; o pior é não ter zêlo.